quarta-feira, 31 de julho de 2013

Justificados pela fé… mas julgados pelas obras?


“Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal” (II Co. 5:10).
A declaração acima parece estar em contradição com a clara verdade bíblica de que somos justificados pela fé em Jesus Cristo, e não por nossas obras (Rm. 5:1). Acerca dessa aparente contradição, Christopher Wright ¹ escreve:
Talvez você proteste. “Mas eu achava que éramos justificados pela fé, e não por obras!”. Sim, é claro. Somos justificados pela fé. Porém, seremos jukgados por nossas obras. Deixe-me explicar.
Quando aceito o que a Bíblia diz sobre o meu pecado, quando me arrependo dele e coloco minha confiança em Jesus, que suportou meu pecado na cruz, estou de fato me acertando com Deus, por sua graça, por meio da fé. Meus pecados são perdoados e posso saber, com toda a certeza, aqui e agora, que estarei perante a justiça de Cristo naquele dia final como parte do seu povo redimido. Assim, sou salvo da ira de Deus por meio da fé em Cristo. Sou justificado – declarado justo – pela graça por meio da fé.
Porém, como eu disse, o dia do julgamento é o dia do veredicto de Deus baseado em evidência, não um dia para ouvir clamores de fé. Assim, qual será a evidência da minha fé? Não apenas o fato de eu dizer que tenho fé, mas o fato de minha vida demonstrar isso. São nossas vidas que provam a realidade da nossa fé (ou não, se for o caso). Serei julgado pelas evidências (minhas obras), e elas mostrarão publicamente e acima de qualquer dúvida se minha vida foi ou não baseada na confiança em Cristo (minha fé).
Jesus foi incisivo sobre isso em uma das mais solenes declarações proferidas por ele:
“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade do Pai que está nos céus.
Muitos dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas?
E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mt. 7:21-23).
E então, como estão as evidência da nossa fé?

1 – Extraído do livro “O Deus que eu não entendo”, publicado pela Editora Ultimato.